domingo, 27 de março de 2011

Plenária da FASUBRA

Plenária da FASUBRA decide intensificar a mobilização para a greve

Por 69 a 54 votos, Plenária da FASUBRA decide não deflagrar greve no dia 28 de março. A pouca mobilização, a abertura das negociações com o governo, e a necessidade de afinar a pauta de negociação foram fatores que justificaram a decisão. Dia 14 de abril, data da reunião da entidade com o Ministério do Planejamento, foi marcado um dia nacional de luta e mobilização contra a MP 520 e pela Campanha Salarial 2011.


Análise da chapa 2 O que nos Une se confirmou pelo Brasil afora

A posição defendida na Assembléia da AssufrgS do dia 16 de março pela chapa 2 O que nos Une de que a greve não teria grande adesão no dia 28 de março se confirmou no relato de vários delegados. Delegados da Federal do Acre, Bahia, Uberlândia, Goiás, São Carlos, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Viçosa, Lavras, Maranhão, Ceará, Pelotas e Rio Grande relataram dificuldades de mobilização, embora algumas dessas universidades tivessem aprovado o indicativo de 28 de março. “Não vou mentir e dizer que estamos mobilizados no Acre. Mas se a Plenária deflagrar greve, nós fazemos”, relatou o delegado acreano. Impressionou o relato da dirigente do Sindicato da Universidade Federal do Rio de Janeiro Neuza Luzia Pinto. O Sindicato que representa 18 mil trabalhadores reuniu uma assembléia com pouco mais de 40 pessoas. “Não temos mobilização para greve”, relata a dirigente do sindicato e presidente da CUT do Rio de Janeiro.

Aumentar a mobilização, ajustar a pauta e negociar com governo e legislativo

A greve é um instrumento poderoso da luta dos trabalhadores. Não podemos banalizá-lo”, afirmou João Paulo Ribeiro, dirigente da FASUBRA e da CTB. “O momento é de ampliar a mobilização, criar um comando nacional de negociação com participação de dirigentes da base, que terão maior capacidade para dialogar com as bancadas legislativas dos estados. É preciso também articular com as outras categorias do Serviço Público, para construirmos uma pauta fortalecida e unificada”. Para o dirigente da APTAFURG e da corrente cutista CSD Celso Luis de Sá Carvalho, há uma urgente necessidade de ajustar a pauta. “Não temos uma pauta concreta para negociar com o governo. Muito se falou aqui na Plenária que o governo não quer negociar, mas é preciso inverter o olhar: o que nós estamos apresentando de concreto para negociar? É preciso aprofundar o debate, pensar numa nova carreira, formular propostas concretas que mobilizem os técnicos e sejam negociáveis com o governo”, defende.

Para a dirigente da Tribo e da FASUBRA Léia Rodrigues, a FASUBRA abriu a negociação com o governo com o indicativo de greve para o dia 28 de março. “O MPOG chamou a FASUBRA para negociar primeiro por causa do indicativo. Precisamos agora demonstrar que queremos negociar. Não se faz isso entrando em greve. É preciso intensificar a luta, construir uma grande jornada de mobilização no dia 14 de abril, ao mesmo tempo que ampliamos nossos apoios na sociedade, apoios de outras categorias, de deputados, da sociedade. O indicativo de greve foi aprovado aqui, precisamos construir essa greve fortalecida” afirma.


Ampliar aliados na luta pela campanha salarial e contra MP 520

A FASUBRA e suas entidades de base vêm angariando vários aliados no legislativo, judiciário, entidades da sociedade civil, todos contrários a Medida Provisória 520 que cria uma empresa estatal de fundo privado para administrar os Hospitais Universitários. Para encarar a luta pela campanha salarial, o caminho deve ser o mesmo, buscando aliança com as entidades sindicais do serviço público federal de outras categorias. O governo já deu o recado que pretende tratar a questão salarial do serviço público como uma questão que abranja o conjunto das categorias. Só mobilizados em conjunto poderemos ter avanços maiores.

2 comentários:

Anônimo disse...

Gostaria de perguntar, quando a categoria vai ter outra pauta digna, além da salarial?

Paulo disse...

Começo a duvidar que essa "mobolização para greve" vá acontecer. Esta postagem dá a impressão de que os dirigentes de sindicato por todo o país estão atrelados ao governo... Será que haverá mobilização real ou foi essa só mais uma manobra dos governistas? Bem, se não tem jeito, vamos deixar a história decidir.