domingo, 4 de agosto de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Unir as juventudes e trabalhador@s do campo e da cidade para conquistar direitos
| 11 de julho mostrou que juventude e trabalhador@s do campo e da cidade unidas param o país e essa unidade pode garantir o avanço nas mudanças e conquista de direitos |
Em julho, o "caldo" engrossou com um diferencial importante: os trabalhadores e trabalhadoras entraram pesadamente nas ruas, reforçando o carater progressista das manifestações, numa greve geral como não se via desde 1989. Desta vez, o impacto foi no setor produtivo: as empresas pararam, cidades pararam por completo. Um salto de qualidade na pressão. Agora é preparar o mês de agosto como uma síntese de toda essa rica experiência. O desafio é fazer avançar de fato mudanças estruturais em pelo menos seis eixos-chave, lembrando o Manifesto da Jornada de Lutas da Juventude Brasileira realizado em março e abril: Trabalho decente; Educação e Saúde; Passe Livre e Reforma Urbana; Reforma Política; Democratização da Mídia; Reforma Agrária.
1. Trabalho decente
A redução da jornada de trabalho para 40h significa a geração de pelo menos 2 milhões de empregos, mas a pauta da redução da jornada significa também garantir que trabalhadores consigam estudar e ter lazer e convivência familiar. É fundamental que o poder público avance em políticas que dêem conta da redução da jornada do trabalhador estudante.
O fim do fator previdenciário é a garantia de uma aposentadoria digna para os trabalhadores.
2. Educação e saúde
O investimento em educação e saúde é condição necessária para o desenvolvimento do Brasil com valorização dos trabalhadores e da juventude. Enquanto trabalhadores da educação são desvalorizados, enquanto jovens evadem das escolas no campo e na cidade, enquanto milhões de pessoas amargam longas esperas nas filas dos hospitais, recursos milionários são empregados em juros da dívida. Basta disso!
Queremos 10% do PIB para a educação e 10% do PIB para a saúde para termos educação e saúde de qualidade, pública e gratuitas, no campo e na cidade.
3. Passe Livre e Reforma Urbana
Superar os problemas da mobilidade urbana vai muito além do problema dos altos custos e baixa qualidade do transporte público. Somos da opinião que o passe livre para estudantes e trabalhadores desempregados tem que estar sintonizados com uma política de mobilidade urbana, mas a qualidade de vida nas nossas cidades só vai melhorar com políticas de reforma das cidades, garantindo melhores condições de moradia para a população. Precisamos enfrentar os problemas decorrentes da especulação imobiliária que relega a população de classe mais baixa para longe de seus locais de trabalho, submetidos todo o dia a um trânsito cada vez mais caótico e em condições de moradia precárias. A cidade é das pessoas, não das empreiteiras! Pelo direito coletivo de morar e usufruir de uma cidade de qualidade para todos e todas!
4. Reforma Política
A descrença na política tem origem no fato que o peso do dinheiro é o que determina a eleição da maioria de nossos representantes. Basta do peso do dinheiro determinando as eleições! Pela garantia da participação popular no processo de reforma política, com plebiscito, por uma reforma que combata o financiamento privado das campanhas eleitorais e que garanta maior participação de trabalhadores e trabalhadoras, da juventude, das mulheres, dos negros e indígenas, setores atualmente sub-representados em nosso sistema político. Queremos políticos que realmente representem a diversidade do povo brasileiro, e não represente somente quem tem grana para financiar campanhas.
5. Democratização da mídia
A era da informação e do conhecimento não será verdadeiramente democrática sem mecanismos de democratização das mídias. Quem pode se expressar livremente em jornais, revistas, televisões, rádios, senão uma meia dúzia de famílias que detém o monopólio da comunicação? Queremos a aprovação do projeto de lei da mídia democrática, por um sistema de comunicação que garanta pluralidade, diversidade e liberdade de expressão não só para empresas milionárias como o Grupo Abril, as organizações Globo, mas para o conjunto da sociedade.
6. Reforma Agrária - Campo com gente, povo contente!
A crise das grandes cidades evidencia ainda mais a pauta da reforma agrária, que democratize o acesso a terra, mas não só isso. Que garanta inclusão digital, Educação rural e profissionalização, geração de renda e cooperativismo, irrigação e infraestrutura, cultura, esporte e lazer para quem trabalha no campo, principalmente a juventude, que carente de todos esses direitos, acaba inchando os grandes centros urbanos. Campo com gente, povo contente! Reforma Agrária com valorização da agricultura familiar!
Unidos e cheios de esperança, convocamos a juventude a tomar em suas mãos o futuro dos avanços no Brasil. Que venha o mês de agosto com muitas lutas e conquistas. Caso elas não venham, ocuparemos os espaços públicos de discussão, levando aos representantes do povo suas bandeiras por um país melhor. Se o presente é de luta, o futuro nos pertence. Verás que um filho teu nunca fugiu a luta. Venceremos!
terça-feira, 16 de julho de 2013
Do Brasil de Zezé Di Camargo e Luciano ao de Michel Teló
Estava aqui matutando sobre o sertanejo universitário e nas suas diferenças do sertanejo meloso que tem como ícones Zezé Di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, Chitãozinho e Xororó. Não só no ritmo, mas nos valores. E é justamente a mudança de valores que me fez escrever esse texto.
Quem era o eu lírico daquele sertanejo, vamos dizer, não universitário? Era um cara sentimental, que falava de um amor verdadeiro e geralmente estava sofrendo por esse amor. Ele pedia desculpa por chorar. Ele não conseguia se livrar das garras desse amor gostoso. Ele era um louco alucinado meio inconsequente, um caso complicado de se entender.
Já o sertanejo universitário, quem é? Ele é um cara baladeiro que acha o seu carro dentro da piscina e o celular no microondas da cozinha depois de uma noite de bebedeira. Ele faz questão de afirmar que não ta valendo nada, não se prende a um amor. Ele tira onda com o camaro amarelo, e profere onomatopeias dizendo que quer tchu e tcha, e tche tchererê tche tche, seja lá o que isso signifique.
Quem leu até aqui pode imaginar que eu seja um nostálgico do sertanejo antigo e passe a recriminar o sertanejo universitário. Não quero fazer esse juízo de valor. Mas vou ousar fazer um paralelo entre os valores e os momentos que o país viveu e vive. Apertem os cintos, aqui começa a viagem.
Os sertanejos melosos estouraram nos anos noventa, no auge do neoliberalismo, e eram o som preferido das classes mais vulneráveis economicamente. O tom depressivo das melodias refletia um jeito de vida triste de quem muito trabalhava e pouco recebia, e que quando muito sobrava um para a pinga no bar da esquina, pra afogar as mágoas.
O sertanejo universitário é o reflexo de outro momento. O momento de valorização do salário mínimo, popularização da universidade, aumento do poder aquisitivo da classe trabalhadora. O sertanejo universitário é a geração que viu seus pais amargurados sofrendo por amor e condições de extrema vulnerabilidade e que não querem isso para si, e não precisam disso, pois tem condições para fazer farra, tirar onda, paquerar sem compromisso, e optam por isso mesmo.
Passados dez anos de um governo que mudou a composição da sociedade, cabe muitas indagações. A que talvez resuma todas elas é: para onde vamos agora? O que queremos? Pode até ser divertido ficar doce, doce, doce, mas é preciso ter um dedo de prosa com essa meninada. Eles precisam fazer mais com essa nova condição do que só querer tchu e querer tcha.
Em entrevista a revista Princípios, André Singer provocou o conjunto da esquerda dizendo que ela não estava se dedicando tanto quanto deveria ao trabalho de ganhar corações e mentes para projetos mais avançados de sociedade. Concordo. Não basta apenas criar condições objetivas de empoderamento da classe trabalhadora. Se essa classe trabalhadora não se enxerga como sujeito político, ela pode se perder buscando mais do mesmo: a ilusão consumista e individualista que o capitalismo em crise continua vendendo.
Sem dúvida o Brasil de Michel Teló é melhor que o Brasil de Zezé Di Camargo e Luciano. Prefiro ver o povo feliz, querendo tchu e tchá, do que chorando misérias. Mas será que é só isso que queremos? Aumentar a capacidade de consumo? E os valores? E a capacidade de se preocupar com o coletivo?
As passeatas de junho demonstraram que as pessoas precisam mais do que está colocado, ainda que não haja um projeto consensual. Em julho, aqueles que não acordaram agora foram às ruas pra dizer de todas as suas lutas e bandeiras históricas. Que tal em agosto promover a síntese desses movimentos?
quarta-feira, 4 de abril de 2012
O futuro do Bairro Lami
A vontade de conhecer melhor Porto Alegre me levou ao extremo sul da cidade, ao bairro Lami, num bate papo com os estudantes do Ensino Médio da Escola Oscar Coelho de Souza em agosto do ano passado. A impressão que tive daquela conversa, o sentimento de abandono que aqueles jovens manifestaram, ao atestarem a falta de transporte público, equipamentos de lazer, esporte, oportunidades de trabalho, me chamou muita atenção. Registrei no meu blog as impressões que tive na ocasião, mas minha atenção retornou ao Lami quando a deputada Manuela D'Ávila foi ao bairro em janeiro deste ano no projeto bairro a bairro, onde ela tem visitado vários lugares da cidade para captar "as principais necessidades e vulnerabilidades de todas as regiões".
"Vamo falá do nosso Lami"
"Vamo falá do nosso Lami"
Para tentar entender melhor o Lami comecei a pesquisar o que a UFRGS estava escrevendo sobre ela e encontrei um estudo de mestrado de 2007 da cientista social Fernanda Rechemberg, intitulado "Vamo falá do nosso Lami". A dissertação me interessou porque tratava-se de um estudo antropológico que resgatava a memória dos moradores mais antigos do Bairro. De certa forma, eu pude juntar aquele bate papo que eu tive com os jovens com as memórias que li nesse estudo dos mais antigos, e várias ideias foram se formando na minha cabeça, do presente e do passado fermentando e produzindo o futuro desse lugar que é parte importante de Porto Alegre.
As mudanças do bairro Lami
É muito claro que o Lami vem se modificando com o tempo. O perfil das pessoas tem mudado, em função do loteamento de várias terras antes ligadas a agricultura, e o presente já apresenta uma maioria da população que trabalha em atividades urbanas. Essas mudanças, no entanto, não foram acompanhadas suficientemente pelo poder público, que ainda não fornece cobertura suficiente de transporte, saneamento, hospitais, segurança, escolas, praças, etc. Mas, ao mesmo tempo que o Lami se urbaniza, ele reafirma a sua vocação rural e ecológica. Ou seja, se é verdade que o Lami afirma a necessidade de trazer o lado bom do chamado "progresso", que são toda a infraestrutura necessária ao deslocamento e a manutenção da qualidade de vida dos moradores, ela também afirma a necessidade de não perder sua identidade de território ecológico e rural.
Turismo rural
Fernanda dedica um trecho importante de seu estudo ao crescimento do turismo rural no Bairro, onde relata o crescimento do interesse principalmente das classes médias e altas pela "agricultura, artesanatos, floricultura, educação ambiental, produtos coloniais e a criação de cavalos e outros animais". Ela informa que em função disso, um grupo de moradores e produtores da região sul de Porto Alegre elaborou o projeto "Caminhos Rurais" em parceria com agências de turismo e a EMATER/RS. Soma-se a esta informação o relato da visita de Manuela ao extremo sul, onde ela anotou ter tomado café da manhã "com uma produtora de alimentos orgânicos e que defende o fortalecimento e o incremento do turismo rural". Este parece ser um caminho a ser aproveitado para valorizar o imaginário coletivo rural do bairro ao mesmo tempo preservando a natureza e freando a urbanização descontrolada. No entanto, o turismo rural deve ser acompanhado de uma eficiente cobertura de equipamentos urbanos que confiram qualidade de vida às pessoas do Lami.
Fernanda dedica um trecho importante de seu estudo ao crescimento do turismo rural no Bairro, onde relata o crescimento do interesse principalmente das classes médias e altas pela "agricultura, artesanatos, floricultura, educação ambiental, produtos coloniais e a criação de cavalos e outros animais". Ela informa que em função disso, um grupo de moradores e produtores da região sul de Porto Alegre elaborou o projeto "Caminhos Rurais" em parceria com agências de turismo e a EMATER/RS. Soma-se a esta informação o relato da visita de Manuela ao extremo sul, onde ela anotou ter tomado café da manhã "com uma produtora de alimentos orgânicos e que defende o fortalecimento e o incremento do turismo rural". Este parece ser um caminho a ser aproveitado para valorizar o imaginário coletivo rural do bairro ao mesmo tempo preservando a natureza e freando a urbanização descontrolada. No entanto, o turismo rural deve ser acompanhado de uma eficiente cobertura de equipamentos urbanos que confiram qualidade de vida às pessoas do Lami.
Atenção do poder público
A sensação de abandono que os moradores relatam tanto na tese de Fernanda, quanto no bate-papo que tive com os jovens, e só que só se confirmam na visita de Manuela, não se resolverão somente com o turismo rural. O Lami precisa de atenção todo ano, e não somente quando recebe visita dos turistas, que é principalmente no verão. "Atenção" se traduz em saneamento básico, coleta de lixo, mais linhas de ônibus, criação de oportunidades de lazer e geração de renda, etc. Parece que um projeto sustentável para o Lami deve saber fazer a síntese adequada entre a necessidade da valorização as tradições e a memória dessa comunidade e a necessidade de garantir um futuro para as novas gerações. Receitas não existem, mas todas as soluções devem ser dialogadas com a comunidade.
Texto de Igor Corrêa Pereira
Saiba mais:
quinta-feira, 29 de março de 2012
Pronunciamento União e Olho vivo na AssufrgS*
Leia a íntegra do procunciamento do Núcleo da CTB na UFRGS no Congresso da AssufrgS, que será apresentado na Assembleia Geral da UFRGS na Faculdade de Direito hoje 29/03 às 14h.
Boa tarde companheiros e companheiras
É uma honra estar aqui com a Luci defendendo uma tese assinada por tantos companheiros que ajudaram a construir a história da AssufrgS. Tem no meu grupo União e Olho Vivo na AssufrgS vários colegas talvez mais qualificados do que eu pra defender essa tese, posso aqui citar o Neco, a Tônia, o Arthur, a Marisane, a Joana, e tantos outros, mas foi uma escolha coletiva colocar aqui o mais jovem e uma mulher pra defender essa tese.
Porque um jovem?
Um jovem porque nossa universidade mudou seu perfil, graças a luta que a maioria de vocês participou nos anos noventa. Eu tenho três anos de casa, mas eu ouço as histórias que meus colegas contam, de um tempo em que a Universidade não tinha dinheiro pra pagar a luz. Um tempo que a Universidade ia fechar as portas pq estava sucateada. Um tempo que eu não vivi, mas que eu ouço falar. É um tempo que foi superado.
Foi superado por que eu entrei na Universidade junto com 545 novos servidores técnico-administrativos de 2008 pra cá, na maior renovação de quadros da história. É daqui que a gente tem que partir, pra conquistar mais vitórias. É preservando o acúmulo daquela história de resistência dos anos noventa, mas envolvendo esses mais de quinhentos jovens que entraram na UFRGS, temos a tarefa de envolver essa nova geração na luta por uma Universidade cidadã para os trabalhadores e para o Brasil.
Pq esses concursos são conquista, mas só estão preenchendo uma lacuna de mais de dez anos sem concursos. O presente vai exigir de nós muita luta. Muita luta pq o nosso velho inimigo, o neoliberalismo que tanto sucateou as Universidades e tanto prejudica a vida dos trabalhadores, não foi derrotado. Está lá no governo Dilma. O governo Dilma, ao mesmo tempo que apresenta alternativa, ainda afirma o neoliberalismo quando corta R$55 bilhões do orçamento pra saúde e pra educaçao. Quando propõe uma reforma da previdência que representa um grande risco para os servidores, que é esse fundo de previdência complementar, que merece todo nosso repúdio.
Nós temos que combater o neoliberalismo afirmando a vergoha que é um país que é a 5º maior economia do mundo ser o 88º no quesito educação, que não consegue avançar na bandeira de 10% do PIB, não consegue ter dinheiro pra aumentar nosso sallário pq tá amarrado aos interesses do pagamento de juros extorsivos. Tem dinheiro pra banqueiro mas não tem pra educação, não tem pro nosso aumento. Por isso o tempo é de unidade.
Por conta de disputas menores, a FASUBRA tem se perdido, tem perdido o foco nos debates que nos interessam, como a necessário debate sobre a carreira. O Plano de Carreira foi uma conquista, mas a carreira é dinâmica, e precisa ser repensada. Tem várias distorções, que vão desde o reposicionamentos dos aposentados, resolução do VBC, a atualização dos percentuais de incentivo a qualificação, o aumento dos níveis de capacitação, agora precisa ter proposta. Todo mundo sabe os problemas, mas é preciso apontar soluções. E aqui eu falo com propriedade pq tenho a Marisane que participa da CIS pra tentar achar soluções pra esses problemas da CIS, e não ficar na disputa interna que não ajuda em nada pra categoria.
Senão a gente cai numa greve como aquela última, que não tinha pauta clara, e que por isso não mobilizou a categoria. Uma greve que foi conduzida com base na desconfiança e do atrito interno, que não soube a hora de sair pra negociar, e que não ganhou nenhuma pauta enquanto os docentes e outros servidores federais ganharam aumenmto sem entrar em greve. Teve luta mas não teve unidade, o resultado foi a derrota de todos.
Eu disse que a escolha coletiva desse movimento UNião e Olho Vivo foi a de que um jovem e uma mulher defendesse a tese. Passo a palavra com toda a honra para a Luci, grande guerreira da CSD, mulher trabalhadora da UFRGS e pra encerrar, queremos ser delegados na FASUBRA pra tocar com unidade as questões que interessam aos técnicos, a Universidade e ao povo brasileiro. Obrigado.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Trabalhadoras assalariadas conquistam “meio caminho” no combate a discriminação salarial
O economista técnico da Fundação de Economia e Estatística (FEE) do Rio Grande do Sul André Luiz Leite Chaves elaborou um estudo sobre a discriminação salarial, por gênero, para os Trabalhadores assalariados da Região Metropolitana de Porto Alegre. Neste estudo, ele chega a conclusão que o diferencial de salário entre homens e mulheres é explicado somente pela discriminação, visto que o investimento em escolaridade da mulher é superior ao dos homens. O rendimento das trabalhadoras é menor em todas as regiões do Brasil. Para coibir esta discriminação, o Senado federal aprovou nesta terça (06/03) multa a empresa que pagar salário inferior à mulher quando ela realizar a mesma atividade que o homem. A lei deve ser sancionada pela presidenta Dilma.
Mulheres negras são as mais discriminadas
A pesquisa de Chaves demonstra que as mulheres negras assalariadas são ainda mais discriminadas que as brancas. Chaves concluiu que um homem branco assalariado com mesmo tempo de estudo e experiência profissional que uma mulher branca terá melhor retorno que esta, sendo a situação ainda mais desfavorável para a mulher negra. O retorno salarial para tempo de estudo e experiência salarial é menor gradativamente para mulheres brancas e negras, conforme demonstra o quadro abaixo.
Diferença de retorno salarial ante a escolaridade e experiência profissional entre homens brancos, mulheres brancas e mulheres negras na Região Metropolitana de Porto Alegre
Retorno salarial à escolaridade | Retorno salarial à experiência profissional | |
Homem Branco | 14,4% | 5,9% |
Mulher Branca | 14,4% | 4,1% |
Mulher Negra | 9,9% | 3% |
Fonte: André Luiz Leite Chaves
Multa a empresas é “meio caminho andado”, afirma sindicalista
A comerciária e integrante do Coletivo de Mulheres da CTB do RS Izane Matos comemora a aprovação da multa no Senado, mas alerta que é só "meio caminho andado". Para ela, a penalidade é um avanço, mas a implementação efetiva da lei "vai depender da luta dos sindicatos e das centrais, e da coragem das mulheres denunciarem abusos das empresas", afirma.
Texto de Igor Corrêa Pereira
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quarta-feira, 7 de março de 2012
Moradores da Vila Dique vivem sem água, luz e esgoto
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| Foto da Vila Dique, que faz divisa com Aeroporto Salgado Filho. Fonte: Jornal do Comércio |
A constatação das precárias condições dos moradores da Vila Dique, vizinha do Aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre/RS, é da Comissão Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) da Câmara Municipal de Porto Alegre. Os vereadores visitaram a Vila nesta terça-feira (6/3) e manifestaram perplexidade com as imagens de casas destruídas na Vila Dique, sem que os moradores tivessem destino.
A visita dos vereadores se deve a inúmeras denúncias de irregularidades sobre o recente processo de reassentamento realizado pelo Departamento Municipal de Habitação (Demhab) da Prefeitura na Vila Dique. O destino previsto para os moradores é um loteamento construído na Zona Norte, e eles estão sendo removidos por causa da ampliação do Aeroporto. A cobertura da imprensa empresarial não deu uma linha sobre as denúncias. Segundo relato dos vereadores, a Vila apresenta "séria falta de condições para as famílias que residem nas moradias do local, onde há pessoas doentes, crianças, grávidas e portadores de deficiência física que vivem sem água, luz, esgoto".
Está agendada para a próxima terça feira (13/03) reunião onde participará a Cedecondh, o Demhab e os moradores da comunidade. Nessa reunião, serão apresentados os documentos que comprovam irregularidades no reassentamento, lista de inscritos que residem há cerca de 20 anos na Vila Dique e não foram contemplados e fotografias que evidenciam a falta de segurança urbana e a existência de residências em áreas de risco.
Com informações de Angélica Sperinde, asssessoria de imprensa da Câmara Municipal de Porto Alegre.
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